Essa semana entrevistei Gabriel Sant'anna, idealizador do Festival Balacobaco, e ele falou sobre as expectativas e objetivos do festival, além de comentar um pouco sobre a cena musical independente de João Pessoa. Confira!
Conte um pouco sobre como surgiu a ideia de organizar um festival de música independente.
Surgiu mesmo lá por 2006, quando eu era um frustrado estudante de Publicidade e Propaganda, aqui em João Pessoa. Era pra ser um festival pequeno, com poucos recursos. Mas a ideia não foi pra frente, então resolvi arquivar. Em 2008 fui estudar Produção Cultural em Niterói-RJ, fui sacando mais da produção de festivais; além da graduação, participei de seminários, fiz alguns cursos de produção cultural lá pelo Rio de Janeiro. Lá na graduação conheci André, a empatia bateu logo. Fizemos um curso lá no Rio, então falei para ele que tinha um projeto de festival arquivado, o cara topou na hora. Aí chamei Anne para fazer a produção local e a coisa foi fluindo.
A música sempre esteve na minha vida, sou filho de músico, então desde pequeno estou nesse meio, apesar de não saber tocar nada. Sou admirador dos clássicos do rock, do cenário independente nacional, então tudo isso me fez ter a vontade de produzir o festival. André tem banda, é graduado em Música e Tecnologia... Acho que não precisa dizer mais nada.
Como você descreveria a cena da música independente em João Pessoa?
De 2007 a 2010 eu estive ausente da cena pessoense, estava morando no Rio de Janeiro, mas antes de ir pra lá, a coisa tava começando a evoluir, o Festival Mundo deveria estar na sua segunda, terceira edição. Durante minha ausência o pessoal do Mundo cresceu, criaram o Coletivo Mundo, o Espaço Mundo... o que fez com que a cena independente tivesse um grande avanço. Agora temos mais casas no Centro Histórico, deu uma movimentada boa por lá, todo fim de semana tem shows das bandas independentes da cidade, de fora também. Boas bandas vem surgindo no cenário, algumas com destaque nacional, como Cabruêra e Burro Morto. Vem melhorando, não é o ideal, mas vem melhorando.
Comente sobre os principais objetivos do Festival Balacobaco.
O principal objetivo do Balacobaco é ser mais uma alternativa de espaço para as bandas tocarem, tanto paraibanas, como de outras regiões do país. Além disso, dar visibilidade à cidade no cenário independente brasileiro, para que entre de vez no circuito.
Como vocês esperam que o público pessoense vá receber o festival?
Da melhor forma possível. A equipe é pequena, mas estamos trabalhando duro para que o público curta bastante o festival. Convidamos o que apareceu de melhor na cena independente nos últimos dois anos, algumas bandas nunca pisaram em solo paraibano. Acho que as pessoas vão gostar.
Qual a importância dos festivais para os músicos e bandas independentes no brasil?
Bom, os festivais dão oportunidade para bandas circularem. Muitas bandas não tem condições de pegar a estrada para tocar fora, então tocar em festivais é uma boa maneira (claro, quando estes pagam as passagens, hospedagem... o que é coisa rara). Além da circulação, tem a questão de formação de público. Mesmo com a facilidade de trocas de informações via internet, o melhor jeito de formar público é através dos shows.
Quais as expectativas para o festival? Qual retorno vocês esperam?
Boas expectativas. Estamos trabalhando a mais de um ano no projeto. Alguns desgastes burocráticos durante o processo de pré-produção, mas estamos indo. A curadoria das bandas tá de primeira, montamos boas mesas de debates, além da mostra competitiva de videoclipes. Temos tudo para realizar um ótimo festival. O retorno já está vindo, começamos a divulgar aos poucos o festival, mas a galera já tem comentado, as bandas se interessando principalmente na mostra competitiva de videoclipes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário